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O Centro Escolar de Tarouca viveu, no passado dia 11, o seu primeiro Dia de S. Martinho.
Nem que fosse só por este facto, já se podia dizer que foi uma festa diferente de todas as outras; no entanto, uma mão cheia de motivos de interesse encheram o dia de alegria, de entusiasmo, de partilha, de interajuda, enfim, de verdadeira Escola!
Logo pela manhã, todos quantos visitaram o átrio, amplo e airoso, do Centro Escolar, puderam deliciar-se com uma belíssima Exposição sobre o tema. Tudo o que tem a ver com esta quadra festiva estava lá retratado: desde os castanheiros que embelezavam montanhas de cartão, às fogueiras de papel, desde os arranjos outonais, aos poemas desenhados em folhas de cartolina, desde as aventuras vividas pelo S. Martinho, às aventuras das castanhas feitas bonecos, desde as receitas de culinária, às quadras e aos provérbios... quanta imaginação! Quanta arte e quanto engenho os pais das nossas crianças distribuíram, na Exposição, a todos os visitantes. Quando são chamados à participação, não se fazem rogados... e não há quem faça melhor!


Mas houve ainda mais neste dia: no recreio, um envergonhado Sol de S. Martinho raiou em cada rosto alegre dos alunos. Houve danças e cantigas, risos e muita animação. Que o digam os amigos da Escola que quiseram partilhar este momento o Presidente da Câmara, dois elementos da Equipa de Apoio às Escolas e a Direcção do Agrupamento.
Quem também não faltou, foi o S. Martinho, em pessoa, que, apeando-se do seu garboso cavalo, mostrou, mais uma vez, o valor da solidariedade, repartindo as suas vestes com o mendigo.


Ah! É verdade! Também houve uma fogueira e muitas castanhas assadas.
E o homem das castanhas, com a sua adorável esposa! Estavam tão engraçados!...


O dia amanheceu cinzento e frio. Uma lista negra, que riscava o horizonte de ponta a ponta, ameaçava chuva, indiciando um dia de S. Martinho invulgar. Com o passar das horas, as nuvens deram lugar ao sol mas, contrariamente a esta época do ano, ele apareceu tímido e pouco risonho. Talvez os deuses do Olimpo, valendo-se do seu paganismo helénico, quisessem condicionar a comemoração de uma festa de tradição cristã…talvez quisessem, apenas, divertir-se um pouco ou, fazendo despoletar antigas querelas feéricas, mostrar o seu poder celeste como o haviam feito outrora, em tempos de conquista e descoberta…talvez…talvez seja, simplesmente, porque o Outono chegou. Este ano, com efeito, não fomos brindados com o “Verão de S. Martinho” mas, nem por isso, os ânimos esmoreceram! O passado dia onze foi comemorado, na Escola, com muito entusiasmo.
As actividades estiveram a cargo dos alunos dos cursos de Apoio à Família e à Comunidade e de Técnico de Turismo Ambiental e Rural sob a orientação dos docentes Sandra Lázaro Eira, Maria de Lurdes Duarte e Carlos Almeida, respectivamente.


Montra de Sabores do Outono


A manhã foi preenchida com a “Segunda Montra de Sabores do Outono” que, à semelhança do ano transacto, foi um êxito. Alunos e professores empenharam-se muito na confecção das iguarias, e na decoração da sala de convívio dos alunos, onde decorreu a exposição dos pratos. Trazendo o Outono para dentro da Escola, as tonalidades ocres e acastanhadas sobressaíram na ornamentação das mesas, e do espaço em si, criando uma atmosfera dourada e outonal que, nem por isso, deixou de ser convidativa, antes pelo contrário! Utilizando ingredientes maioritariamente típicos desta época do ano, com o predomínio dos frutos secos – nozes e castanhas – elaboraram-se bolos, biscoitos e bolinhos que fizeram as delícias de quantos visitaram a exposição, funcionando, também, como uma espécie de postal gastronómico da região. Por outro lado, esta actividade teve, ainda, como objectivo preparar os discentes do curso de Apoio à Família e à Comunidade para o trabalho a desenvolver, futuramente, junto de instituições, centros, lares de idosos.

Procissão dos bêbados


Os alunos do curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural encarregaram-se de animar o período da tarde, fazendo reviver tempos pretéritos. A tradição! Sempre que pronunciamos esta palavra, que a lemos e escrevemos há um halo do passado que nos toca! Contudo, quantas vezes o pó dos anos tenta abafá-la e escondê-la, fazê-la perdida ad eternum? Quantas vezes se torna irrecuperável?... Quantas vezes lamentamos a sua perda?... Porque é sempre bom preservar a tradição, porque é um caminho que nos leva aos antepassados, e porque…– deixando, agora de lado qualquer tipo de pretensão de índole literária – é giro reviver as tradições, os alunos fizeram a recriação do “S. Martinho dos Esporões”, uma pequena povoação da freguesia de Tarouca, onde o S. Martinho é comemorado, há muitos anos, de forma peculiar.
Vestidos a preceito, munidos de tochas – as chamadas lumeeiras –, transportando cruzes e um pálio, os discentes, numa atitude figurativa, percorreram as ruas de Tarouca, em procissão, – a procissão dos bêbados – terminando o percurso no recreio da Escola. 

Dramatização do sermão do bispo

Perante os presentes (professores, alunos e funcionários) os alunos do curso de Técnico de Turismo Ambiental e Rural terminaram a sua actuação com o sermão do bispo, ponto mais alto e engraçado da tarde. Tendo-se feito esperar, chegando a cavalo e acompanhado de seguranças, o bispo dirigiu-se ao palanque, montado para o efeito, e iniciou o seu sermão, mais jocoso do que moral, eivado de crítica social. Este discurso comédia, redigido pelos alunos, findou ao som de concertinas, tendo sido recebido com bonomia e uma grande ovação.
A tarde prosseguiu com jogos tradicionais (malha e corrida de sacos) e com o magusto propriamente dito, onde foram servidos sumos e castanhas. Para terminar o magusto em grande, os discentes formaram uma enorme castanha humana!
A par destas actividades houve, ainda, exposições acerca do vinho e da castanha. Os alunos elaboraram cartazes sobre as castanhas, a cultura do castanheiro, no nosso país, e a observação da castanha ao microscópio. Fizeram, ainda, uma apresentação multimédia sobre a lenda de S. Martinho.
A Biblioteca da Escola dinamizou, também, um conjunto de actividades alusivas ao tema com quadras populares sobre o S. Martinho, leitura de contos, uma exposição sobre a vida de S. Martinho e a origem da lenda.

O Centro Escolar de Tarouca viveu, no passado dia 11, o seu primeiro Dia de S. Martinho.
Nem que fosse só por este facto, já se podia dizer que foi uma festa diferente de todas as outras; no entanto, uma mão cheia de motivos de interesse encheram o dia de alegria, de entusiasmo, de partilha, de interajuda, enfim, de verdadeira Escola!
Logo pela manhã, todos quantos visitaram o átrio, amplo e airoso, do Centro Escolar, puderam deliciar-se com uma belíssima Exposição sobre o tema. Tudo o que tem a ver com esta quadra festiva estava lá retratado: desde os castanheiros que embelezavam montanhas de cartão, às fogueiras de papel, desde os arranjos outonais, aos poemas desenhados em folhas de cartolina, desde as aventuras vividas pelo S. Martinho, às aventuras das castanhas feitas bonecos, desde as receitas de culinária, às quadras e aos provérbios... quanta imaginação! Quanta arte e quanto engenho os pais das nossas crianças distribuíram, na Exposição, a todos os visitantes. Quando são chamados à participação, não se fazem rogados... e não há quem faça melhor!
Mas houve ainda mais neste dia: no recreio, um envergonhado Sol de S. Martinho raiou em cada rosto alegre dos alunos. Houve danças e cantigas, risos e muita animação. Que o digam os amigos da Escola que quiseram partilhar este momento o Presidente da Câmara, dois elementos da Equipa de Apoio às Escolas e a Direcção do Agrupamento.
Quem também não faltou, foi o S. Martinho, em pessoa, que, apeando-se do seu garboso cavalo, mostrou, mais uma vez, o valor da solidariedade, repartindo as suas vestes com o mendigo.
Ah! É verdade! Também houve uma fogueira e muitas castanhas assadas.
E o homem das castanhas, com a sua adorável esposa! Estavam tão engraçados!...